Desvendando os mistérios da produção gráfica: verniz X laminação.

Oi genteee, hoje nós vamos conversar um pouco sobre dois acabamentos  que confundem um pouco em produção gráfica: a laminação e o verniz (principalmente o verniz total). Hoje em dia existe uma infinidade de tipos de verniz e laminação, mas os mais comuns são a laminação fosca ou brilho (BOPP) e o verniz brilho ou fosco total ou localizado.

Mas qual a diferença entre os dois?

A laminação é uma fina camada plástica adesiva (se não for adesiva é plastificação) que adere ao material através do calor ou da pressão. Esse acabamento confere maior resistência e durabilidade ao material impresso.

Esse video mostra uma máquina laminadora funcionando. Imagina você fazer 10.000 impressos laminados? #Hajapaciencia.

O verniz oferece menos resistência e proteção, que a laminação, e atua mais no embelezamento e diferenciação da peça. Os dois acabamentos podem ser usados em conjunto, oferecendo beleza e resistência em materiais que precisam de durabilidade,como cartões, cardápios, catálogos e etc. O verniz pode ser aplicado diretamente na maquina de impressão off set,ou por um processo serigráfico, que é mais manual.

Mas temos uma infinidade de acabamentos na linha de vernizes e laminação que podem valorizar ainda mais os materiais.

Quem diria que o rótulo da Skol que muda de cor não era mágica, apenas um verniz termocromico em ação! E tem mais, tem verniz fluorescente, texturizado,colorido entre outros.

E na parte de laminação também tem bastante coisa diferenciada, tem com toque aveludado, super resistente a riscos, holográfica, biodegradável, enfim, muita coisa pra destacar e valorizar os materiais gráficos.

#Dica: Pra diferenciar os materiais com laminação ou verniz, se possível,pegue um cantinho da peça e tente rasgar. Se rasgar sem resistência nenhuma é verniz, agora se oferecer uma resistência e você perceber aquela camadinha plastica, é laminação. Se não for possível rasgar, tente olhar as beiradas do material e perceber se além do papel você nota alguma outra camada (como um sanduíche de papel e plastico #olhobiônico), nesse caso é laminação.

Bjus.

Inspiração para o fim de semana: post-its.

Post its super-heróis escritório Ben Brucker 07

Não parece, mas esse painel de super heróis foi feito com post-its!

A idéia foi postada pelo pessoal da Follow the Collours,e partiu de um grupo de  colegas de trabalho que decidiram fazer alguma coisa pra deixar a segunda feira mais animada. Pra isso, eles precisaram de 8.024 post-its, 12 horas de trabalho e 10 pessoas.

Mas o resultado valeu muito a pena, não é? Mais umas fotos pra vocês darem uma conferida!

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mural de post it 2

Pessoal no trabalho duro.

Post its super-heróis escritório Ben Brucker 02

Fonte e fotos: Follow the Collours

Bom final de semana!

Desvendando os mistérios da produção gráfica: impressão off set.

Pra quem tem seu primeiro contato com a produção gráfica, entender um orçamento às vezes é tarefa difícil. São tantas expressões, abreviações e termos específicos, que nem sempre compreendemos se aquilo ali é o que realmente precisamos.

(Pausa aleatória para um bebê fofo, pra dar um charme pro nosso post).

Pra te ajudar a decifrar essas coisas todas, vamos fazer uma série de posts com as dúvidas mais comuns, de maneira bem simples, pra não complicar ainda mais. A série (than-than-than) “Desvendando os mistérios da produção gráfica” vai começar com um assunto bem bacana (que não é muita novidade, pois está no titulo #fail) : A impressão off set.

Vamos começar com esse assunto, por que esse é o tipo de impressão mais comum  nas agências e nas gráficas, exceto as rápidas e digitais, e que tem o melhor custo beneficio para impressão de média a grande quantidade, é também dos orçamentos da impressão off set que surgem a maioria das dúvidas. 

Essa ai de cima é uma impressora Off Set, grande né?

A impressão Off Set é uma evolução da impressão tipográfica, criada lá trás por Guttemberg. A transformação da imagem digital para a imagem real se dá por meio da sobreposição de várias camadas de tinta aplicadas através de retículas gravadas em chapas de metal. Cada uma dessas chapas corresponde a um “desenho” e recebe uma cor diferenciada, sendo na maioria das vezes as cores CMYK: Ciano, Magenta, Yelow e Black ou ainda as cores Pantone (que tem uma infinidade incrível).

Cada uma dessas torres recebe uma cor esconde uma quantidade enorme de rolos, pois a impressão off set é um método de impressão indireto, na qual o papel não entra em contato com a chapa. Funciona mais ou menos assim: a chapa usada nesse processo fica sempre molhada, a parte onde estão gravadas as informações tem a capacidade de atrair a gordura -tinta- e repulsar a água e a parte sem informações não segura a tinta e fica apenas molhada. Assim, a chapa recebe tinta, que é transferida – já na forma que precisamos- para um rolo de borracha chamado blanqueta, que daí transfere tudo para o papel. Dá pra entender um pouco melhor essa bagunça organizada no diagrama abaixo:

Todo esse movimento  acontece numa velocidade incrível – algumas máquinas conseguem imprimir 10.000 impressos por hora – , e ainda é preciso encaixar todas as cores com a máquina em movimento, por isso as vezes é possível perceber, principalmente em jornais, que as cores estão fora do encaixe e que as imagens não estão bem formadas.

É claro que nem todas as gráficas possuem uma máquina modernosa como aquela ali de cima, pois seu valor transita na casa dos milhões, então é possível encontrar máquinas que imprimem apenas uma cor de cada vez e muito manualmente, como máquinas que imprimem oito cores e com sistema de frente e verso automático.

Esse video, que infelizmente está em inglês,mostra todo o trabalho realizado em uma máquina bem bacana.

Espero que tenham gostado do nosso primeiro episódio, no próximo vamos falar um pouco mais sobre os esquema dos tipos e quantidade de cores. Até lá!

Os tipos de impressão – laser, jato de tinta e sublimática.

Quantas vezes vamos fazer um projeto que necessita um determinado tipo de impressão, e nos perguntamos, mas qual a diferença entre eles? Ou será que se eu fizer diferente não vai dar certo? Ou ainda, comprei um papel couché (aquele dos folders) e não consigo imprimir? É pra tentar responder algumas dessas questões que surgiu o post de hoje.

Falar dos tipos de impressão é um pouco difícil, pois cada dia surgem novas maneiras de se transferir a imagem para o papel. Mas saber as diferenças entre eles (principalmente os mais comuns) é muito importante, afinal a escolha do tipo certo pode influenciar diretamente no resultado final do trabalho.

Hoje vamos começar pelas opções que temos em casa ou com mais fácil acesso.

Basicamente, em casa temos duas opções: jato de tinta e laser. A primeira é a mais comum , e utiliza uma tinta liquida (cartuchos), que seca por absorção, por isso ela é indicada para papeis porosos, como o sulfite, vergê e cançon, pois a tinta consegue penetrar nas fibras do papel. Basta pegar uma papel com superfície mais lisa, com alguma proteção como o couche, pra perceber que a tinta não seca ou demora muito pra secar, borra e fica uma cacaca.

Já a laser usa um pó (toner), que através do calor e de um longo processo de eletrostática é fixado no papel, por isso ela é indicada para papeis porosos e não porosos. Mas é preciso atenção, pois nem todos os tipos de papel suportam as altas temperaturas da impressora, até mesmo algumas marcas de papel couché!

As impressoras de gráfica rápida ou expressa também  utilizam esse tipo de sistema (jato de tinta ou laser), ou ainda as fitas ou ceras, mais comum para fotos e também nas copiadoras coloridas. A impressão com fita ou cera é a impressão sublimática, um processo que transforma um material sólido em gasoso, sem passar pelo estado liquido. A vantagem dessas impressoras é o custo/beneficio para quantidades e formatos maiores. Além disso, a jato de tinta caseira usa uma tinta a base de água, enquanto as industriais usam uma tinta a base de solvente,que corroe a primeira camada, fazendo com que a tinta penetre nos papeis não porosos.

Nós temos ainda a impressão Off Set, usada nas gráficas de maior porte. A impressão UV, usada em materiais rígidos e planos; A impressão tampográfica, flexográfica, maquinas de impressão digital plotter, enfim uma infinidade de métodos que são mais usados no meio publicitário, para grandes formato e quantidades que ficarão para um outro post.

Por hoje é isso e logo mais eu volto com algumas dicas. bjus

Para os apaixonados por viajens – e como fazer tinta para raspadinha.

Dica express de hoje, olhem só que  bacana pra presentear alguém que goste de viajar pelo mundo. A junção de duas coisas super legais e viciantes: raspadinha e  viagem. Já pensou que tudo ver o mapa inteiro raspado?? #SONHOscratch off map!A ideia é do Pinterest (amooo), e pelo que pesquisei está a venda em alguns site americanos como o Urban Outfitters.

Mas que tal tentar fazer alguma coisa parecida em casa? A tinta para raspadinha é super fácil, com tinta guache, detergente e fita adesiva (ou contact) dá pra fazer umas coisas super legais, no site do Manual do Mundo  e do Super Ziper tem o PaP.

Fuii, bjus.

Letterpress neles!

Essa técnica tem roubado o coração das noivinhas de plantão e na minha humilde opinião deveria invadir o mercado de papelaria corporativa, pelo menos o brasileiro, já que o internacional se rendeu há algum tempo ao charme da técnica (amooo). E se engana quem pensa que é só charme, o letterpress consegue transmitir ao impresso muita personalidade e  infinitas possibilidades de criação.

Apesar de ser semelhante ao baixo relevo, seu diferencial está na aplicação de tinta, assim impressão e relevo saem em uma única batida, diferente do relevo seco que dá volume mas não cor. O letterpress tem ainda uma outra vantagem, dessa vez sobre a impressão digital e a off set, por ser um tipo de impressão plana oferece a possibilidade de impressão em papeis de alta gramatura e com textura.

Com borda colorida. Tem como não amar?

Curiosidade: Letterpress nada mais é que um nome mais charmoso e internacional para a tipografia, aquela inventada ou aperfeiçoada  por Gutenberg  que revolucionou o mercado editorial há uns 500 anos atrás (na foto acima um modelo de tipos moveis encaixados para impressão).

letterpressPor hoje eu vou ficando por aqui, espero que tenham gostado, bjos.

São Paulo: algumas dicas.

No começo desse ano fui pela primeira vez pra São Paulo, e apesar de tudo que se fala e ouve achei a cidade até que  tranquila – sorte de principiante, talvez. Eu andei sozinha por praticamente todo o período que estive lá, é claro que não dei bobeira, e procurei não parecer “turista” no meio daquele povo todo e graças a Deus deu tudo certo.

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Masp

Apesar do pouco tempo, consegui conhecer vários lugares, e é difícil dizer o que eu mais gostei. Na Paulista e na Liberdade foram os lugares que eu me senti mais segura; a Estação da Luz é maravilhosa, e vale muito a pena, ao lado está o Museu da Língua Portuguesa (onde estava acontecendo uma mostra sobre o Cazuza), em frente a Pinacoteca e bem pertinho a Estação Pinacoteca (que tem uma exposição bem interessante sobre a Ditadura, vou fazer um post pra falar mais especificamente dela); a Igreja da Sé é linda, mas na praça foi o local que eu me senti mais insegura; e por fim a 25, ah essa é icônica, e tem de tudo e mais um pouco mesmo, gostei tanto que fui duas vezes lá kkk.

Museu da Língua Portuguesa: Exposição Cazuza.

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Um Karaokê divertido no MLP

Assim, resumida e friamente, foi minha passagem por sampa. Mas o mais importante de uma viajem, não são os lugares que você conhece, mas sim as experiências e emoções que esses lugares te proporcionam, e essas são difíceis descrever e impossíveis esquecer. Como por exemplo, as pessoas que me ajudaram com minhas “trocentas” malas no metrô; ou a mulher (não sou boa pra guardar nomes) que me acompanhou no Museu da Língua Portuguesa; ou os senhorzinhos que trabalhavam nos mercados tipicamente japoneses da Liberdade. É tão bom olhar a vida por outros ângulos!

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Sé: turistando e assumindo riscos kkk

E melhor ainda é poder compartilhar essas experiências, por isso vou deixar umas dicas com vocês:

*Ande de metrô, é mais rápido, barato e te leva pra maioria dos lugares, pelo menos os mais conhecidos.  Ah claro, evite horários de pico, se você estiver “turistando” não seja mais uma pessoa a aumentar ainda mais o densidade demográfica do local. Fora isso, abuse desse transporte.

*Quando estiver nas escadas do metrô, deixe sempre a esquerda livre para os mais apressados, nessas cidade as pessoas vivem correndo e você não vai querer empatar a vida de ninguém né?

*Se hospede próximo a um local que você quer conhecer ou a um metrô, principalmente se for ficar poucos dias, isso economiza pelo menos um deslocamento muito longo.

*Não ande deslumbrado ou parecendo perdido, isso pode chamar a atenção de alguns espertinhos (tá ok, isso não é possível em 100% do tempo, e às vezes a gente não resiste a uma foto em plena Praça da Sé). Falando neles, use roupas discretas, evite joias e acessórios chamativos e deixe documentos e dinheiro escondidos. Só não esquece de deixar um documento e um pouco de dinheiro com fácil acesso.

*Por fim, planeje-se. Procure listar os locais que quer conhecer, faça roteiros, informe-se sobre a maneira mais fácil e rápida de se deslocar, sobre horários de funcionamento, etc.

E sobre o que eu faria diferente:

*Diminuiria a ansiedade – Às vezes na pressa de conhecer muitos lugares a gente deixa de curtir alguns momentos ou passa despercebido, ou muito próximo a  lugares importantes sem saber. Como no momento que procurando alguma coisa pra comer eu me deparo com a Galeria do Rock e logo depois – um pouco perdida- olho numa placa de rua e estou no famoso cruzamento da Ipiranga com a Avenida São João.

*Voltaria num final de semana – Não que eu me arrependa de ter ido em um dia de semana, mas dizem que a capital é outra aos finais de semana.

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Na pressa parei pra bater a foto, mas só descobri depois que estava passando pelo Vale do Anhangabaú!

Por hoje é só, bom finde.

Bjus.

Como remover fita dupla face

Dia desses  umas pastas, na verdade a bolsa da pasta, saíram erradas da produção. Resultado, precisávamos dar um jeito de corrigir o “troço” com o menor custo e em menor prazo possível. A solução encontrada foi mandar produzir apenas as bolsas e fazer toda mão de obra (remover bolsas antigas e colar novas) por aqui mesmo. Mas eram 1.000 (sim, MIL) pastas que deveriam ser feitas uma a uma.

E posso dizer pra vocês que a danada da dupla face quando resolve grudar, gruda de verdade e pra tirar sai levando tudo junto. Com paciência, até conseguíamos retirar as bolsas de um jeito que quando colasse a outra por cima ficaria bom.  Demorava um pouquinho e machucava um pouco a mão, mas dava pra fazer. Dando uma googlada (já que as primeiras tinham ficado horríveis e eu me assustei kkkkkk) vi uns links ensinando remover a dita cuja de diversas superfícies e a maioria deles usava alguma fonte de calor, como todos ensinavam a usar o sol, o secador, o soprador, etc, e nenhuma falava de papel achei melhor deixar pra lá, afinal, papel+calor não é uma combinação muito perfeita. Até que eu vi um ferro (aquele de passar roupa) dando bobeira e resolvi tentar.

Gente sério, as pastas ficaram perfeitas nem dava pra dizer que um dia existiu ali uma bolsa. O processo é bem simples, basta esquentar bem onde tem cola e puxar, nesse caso a bolsa. O ponto certo é quando você puxa e ela descola com facilidade sem danificar o papel.

IMPORTANTE Pra quem vai tentar essa técnica, vão umas dicas:

*Cuidado para não queimar o papel e fazer aquelas marcas amareladas, cuidado também com o ferro sujo. Se preferir use um paninho bem fininho em cima;

*Como o papel será aquecido ele ficará mais mole (principalmente se tiver laminação) então cuidado para não marca-lo;

*No meu caso as bolsas eram sem acabamento, sem impressão e com um papel bem grosso, então se você for fazer essa técnica, teste antes;

*A parte que eu aproveitei foi a pasta, então eu esquentava e puxava a bolsa, que ficava com a fita grudada e não em tão condições de uso já que ficavam marcadas;

*Eu não testei as outras técnicas, mas como meu papel era grosso e eu precisava de um aquecimento considerável, acho que das outras formas ia demorar mais.

Acho que é isso, comentem aqui se vocês tiverem duvidas ou tentarem testar a técnica.

Bjus.