Cartão com borda colorida:)

sarah_buervenich_identity_02Oii, os cartões com borda colorida fazem bastante sucesso aqui no blog, e como inspiração nunca é demais, e o Pinterest é um mundo quando o assunto é inspirar resolvi compartilhar com vocês essa papelaria que encontrei por lá.

É projeto lindo, vibrante e moderno. E feito com letterpress como a gente já mostrou aqui.

O projeto você encontra lá no site Underconsideration e no Pinterest eu encontrei nesse album aqui.

Sarah Buervenich Identity

Por hoje é só, bjus.

Anúncios

Desvendando os mistérios da produção gráfica: impressão off set.

Pra quem tem seu primeiro contato com a produção gráfica, entender um orçamento às vezes é tarefa difícil. São tantas expressões, abreviações e termos específicos, que nem sempre compreendemos se aquilo ali é o que realmente precisamos.

(Pausa aleatória para um bebê fofo, pra dar um charme pro nosso post).

Pra te ajudar a decifrar essas coisas todas, vamos fazer uma série de posts com as dúvidas mais comuns, de maneira bem simples, pra não complicar ainda mais. A série (than-than-than) “Desvendando os mistérios da produção gráfica” vai começar com um assunto bem bacana (que não é muita novidade, pois está no titulo #fail) : A impressão off set.

Vamos começar com esse assunto, por que esse é o tipo de impressão mais comum  nas agências e nas gráficas, exceto as rápidas e digitais, e que tem o melhor custo beneficio para impressão de média a grande quantidade, é também dos orçamentos da impressão off set que surgem a maioria das dúvidas. 

Essa ai de cima é uma impressora Off Set, grande né?

A impressão Off Set é uma evolução da impressão tipográfica, criada lá trás por Guttemberg. A transformação da imagem digital para a imagem real se dá por meio da sobreposição de várias camadas de tinta aplicadas através de retículas gravadas em chapas de metal. Cada uma dessas chapas corresponde a um “desenho” e recebe uma cor diferenciada, sendo na maioria das vezes as cores CMYK: Ciano, Magenta, Yelow e Black ou ainda as cores Pantone (que tem uma infinidade incrível).

Cada uma dessas torres recebe uma cor esconde uma quantidade enorme de rolos, pois a impressão off set é um método de impressão indireto, na qual o papel não entra em contato com a chapa. Funciona mais ou menos assim: a chapa usada nesse processo fica sempre molhada, a parte onde estão gravadas as informações tem a capacidade de atrair a gordura -tinta- e repulsar a água e a parte sem informações não segura a tinta e fica apenas molhada. Assim, a chapa recebe tinta, que é transferida – já na forma que precisamos- para um rolo de borracha chamado blanqueta, que daí transfere tudo para o papel. Dá pra entender um pouco melhor essa bagunça organizada no diagrama abaixo:

Todo esse movimento  acontece numa velocidade incrível – algumas máquinas conseguem imprimir 10.000 impressos por hora – , e ainda é preciso encaixar todas as cores com a máquina em movimento, por isso as vezes é possível perceber, principalmente em jornais, que as cores estão fora do encaixe e que as imagens não estão bem formadas.

É claro que nem todas as gráficas possuem uma máquina modernosa como aquela ali de cima, pois seu valor transita na casa dos milhões, então é possível encontrar máquinas que imprimem apenas uma cor de cada vez e muito manualmente, como máquinas que imprimem oito cores e com sistema de frente e verso automático.

Esse video, que infelizmente está em inglês,mostra todo o trabalho realizado em uma máquina bem bacana.

Espero que tenham gostado do nosso primeiro episódio, no próximo vamos falar um pouco mais sobre os esquema dos tipos e quantidade de cores. Até lá!

Os tipos de impressão – laser, jato de tinta e sublimática.

Quantas vezes vamos fazer um projeto que necessita um determinado tipo de impressão, e nos perguntamos, mas qual a diferença entre eles? Ou será que se eu fizer diferente não vai dar certo? Ou ainda, comprei um papel couché (aquele dos folders) e não consigo imprimir? É pra tentar responder algumas dessas questões que surgiu o post de hoje.

Falar dos tipos de impressão é um pouco difícil, pois cada dia surgem novas maneiras de se transferir a imagem para o papel. Mas saber as diferenças entre eles (principalmente os mais comuns) é muito importante, afinal a escolha do tipo certo pode influenciar diretamente no resultado final do trabalho.

Hoje vamos começar pelas opções que temos em casa ou com mais fácil acesso.

Basicamente, em casa temos duas opções: jato de tinta e laser. A primeira é a mais comum , e utiliza uma tinta liquida (cartuchos), que seca por absorção, por isso ela é indicada para papeis porosos, como o sulfite, vergê e cançon, pois a tinta consegue penetrar nas fibras do papel. Basta pegar uma papel com superfície mais lisa, com alguma proteção como o couche, pra perceber que a tinta não seca ou demora muito pra secar, borra e fica uma cacaca.

Já a laser usa um pó (toner), que através do calor e de um longo processo de eletrostática é fixado no papel, por isso ela é indicada para papeis porosos e não porosos. Mas é preciso atenção, pois nem todos os tipos de papel suportam as altas temperaturas da impressora, até mesmo algumas marcas de papel couché!

As impressoras de gráfica rápida ou expressa também  utilizam esse tipo de sistema (jato de tinta ou laser), ou ainda as fitas ou ceras, mais comum para fotos e também nas copiadoras coloridas. A impressão com fita ou cera é a impressão sublimática, um processo que transforma um material sólido em gasoso, sem passar pelo estado liquido. A vantagem dessas impressoras é o custo/beneficio para quantidades e formatos maiores. Além disso, a jato de tinta caseira usa uma tinta a base de água, enquanto as industriais usam uma tinta a base de solvente,que corroe a primeira camada, fazendo com que a tinta penetre nos papeis não porosos.

Nós temos ainda a impressão Off Set, usada nas gráficas de maior porte. A impressão UV, usada em materiais rígidos e planos; A impressão tampográfica, flexográfica, maquinas de impressão digital plotter, enfim uma infinidade de métodos que são mais usados no meio publicitário, para grandes formato e quantidades que ficarão para um outro post.

Por hoje é isso e logo mais eu volto com algumas dicas. bjus

Letterpress neles!

Essa técnica tem roubado o coração das noivinhas de plantão e na minha humilde opinião deveria invadir o mercado de papelaria corporativa, pelo menos o brasileiro, já que o internacional se rendeu há algum tempo ao charme da técnica (amooo). E se engana quem pensa que é só charme, o letterpress consegue transmitir ao impresso muita personalidade e  infinitas possibilidades de criação.

Apesar de ser semelhante ao baixo relevo, seu diferencial está na aplicação de tinta, assim impressão e relevo saem em uma única batida, diferente do relevo seco que dá volume mas não cor. O letterpress tem ainda uma outra vantagem, dessa vez sobre a impressão digital e a off set, por ser um tipo de impressão plana oferece a possibilidade de impressão em papeis de alta gramatura e com textura.

Com borda colorida. Tem como não amar?

Curiosidade: Letterpress nada mais é que um nome mais charmoso e internacional para a tipografia, aquela inventada ou aperfeiçoada  por Gutenberg  que revolucionou o mercado editorial há uns 500 anos atrás (na foto acima um modelo de tipos moveis encaixados para impressão).

letterpressPor hoje eu vou ficando por aqui, espero que tenham gostado, bjos.