Papel em grandes formatos.

Foto: VSP papeis

Como falei nesse post aqui, nos últimos tempos a oferta de papeis especiais tem aumentado muito, o que facilita a nossa vida na hora de criar projetos especiais. Mas as vezes, o tamanho do papel que encontramos nas lojas (geralmente o A4 ou A3) não suporta o projeto que temos em mente e dai é um “Deus nos acuda”. É um tal de emenda aqui, emenda lá, enfeita pra esconder a emenda, flores, fitas, pérolas, etc… Tudo pra esconder a emenda/defeito.

Talvez muita gente não saiba, mas o formato do papel não se limita apenas ao tamanho A4 ou A3, na verdade, esses formatos chamados de cut size, ou literalmente tamanho cortado, nada mais é do que a folha de papel cortada a partir do tamanho em que ela foi produzida. Os papeis cut size são os formatos mais comerciais e comuns, mas existem outros formatos de papel e felizmente maiores \0/\0/

Por serem muito usados em gráficas ou por quem trabalha profissionalmente com  papel, é difícil  encontra-los em qualquer canto por ai, dai as lojas especializadas são a salvação, mas elas também não são facilmente encontradas, principalmente pra quem mora longe dos grandes centros, por isso decidi compartilhar algumas lojas que eu encontrei na internet que vendem papeis lindos e são acessíveis para comprar em lojas virtuais, email ou até pelo mesmo telefone.

GM2 papéis especiais


Papel.com (para formatos gráficos é preciso fazer pedido de orçamento).

Operação Papel To Go

Inventário papeis

Enfim essas foram algumas das lojas que eu encontrei, que são acessíveis para comprar em menor quantidade e a distância e facilitar um pouco a vida de quem não tem acesso a grandes lojas ou que está começando nesse meio. Espero ter ajudado. Fuiii

 

 

 

 

 

 

 

 

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Desvendando os mistérios da produção gráfica: verniz X laminação.

Oi genteee, hoje nós vamos conversar um pouco sobre dois acabamentos  que confundem um pouco em produção gráfica: a laminação e o verniz (principalmente o verniz total). Hoje em dia existe uma infinidade de tipos de verniz e laminação, mas os mais comuns são a laminação fosca ou brilho (BOPP) e o verniz brilho ou fosco total ou localizado.

Mas qual a diferença entre os dois?

A laminação é uma fina camada plástica adesiva (se não for adesiva é plastificação) que adere ao material através do calor ou da pressão. Esse acabamento confere maior resistência e durabilidade ao material impresso.

Esse video mostra uma máquina laminadora funcionando. Imagina você fazer 10.000 impressos laminados? #Hajapaciencia.

O verniz oferece menos resistência e proteção, que a laminação, e atua mais no embelezamento e diferenciação da peça. Os dois acabamentos podem ser usados em conjunto, oferecendo beleza e resistência em materiais que precisam de durabilidade,como cartões, cardápios, catálogos e etc. O verniz pode ser aplicado diretamente na maquina de impressão off set,ou por um processo serigráfico, que é mais manual.

Mas temos uma infinidade de acabamentos na linha de vernizes e laminação que podem valorizar ainda mais os materiais.

Quem diria que o rótulo da Skol que muda de cor não era mágica, apenas um verniz termocromico em ação! E tem mais, tem verniz fluorescente, texturizado,colorido entre outros.

E na parte de laminação também tem bastante coisa diferenciada, tem com toque aveludado, super resistente a riscos, holográfica, biodegradável, enfim, muita coisa pra destacar e valorizar os materiais gráficos.

#Dica: Pra diferenciar os materiais com laminação ou verniz, se possível,pegue um cantinho da peça e tente rasgar. Se rasgar sem resistência nenhuma é verniz, agora se oferecer uma resistência e você perceber aquela camadinha plastica, é laminação. Se não for possível rasgar, tente olhar as beiradas do material e perceber se além do papel você nota alguma outra camada (como um sanduíche de papel e plastico #olhobiônico), nesse caso é laminação.

Bjus.

Desvendando os mistérios da produção gráfica: impressão off set.

Pra quem tem seu primeiro contato com a produção gráfica, entender um orçamento às vezes é tarefa difícil. São tantas expressões, abreviações e termos específicos, que nem sempre compreendemos se aquilo ali é o que realmente precisamos.

(Pausa aleatória para um bebê fofo, pra dar um charme pro nosso post).

Pra te ajudar a decifrar essas coisas todas, vamos fazer uma série de posts com as dúvidas mais comuns, de maneira bem simples, pra não complicar ainda mais. A série (than-than-than) “Desvendando os mistérios da produção gráfica” vai começar com um assunto bem bacana (que não é muita novidade, pois está no titulo #fail) : A impressão off set.

Vamos começar com esse assunto, por que esse é o tipo de impressão mais comum  nas agências e nas gráficas, exceto as rápidas e digitais, e que tem o melhor custo beneficio para impressão de média a grande quantidade, é também dos orçamentos da impressão off set que surgem a maioria das dúvidas. 

Essa ai de cima é uma impressora Off Set, grande né?

A impressão Off Set é uma evolução da impressão tipográfica, criada lá trás por Guttemberg. A transformação da imagem digital para a imagem real se dá por meio da sobreposição de várias camadas de tinta aplicadas através de retículas gravadas em chapas de metal. Cada uma dessas chapas corresponde a um “desenho” e recebe uma cor diferenciada, sendo na maioria das vezes as cores CMYK: Ciano, Magenta, Yelow e Black ou ainda as cores Pantone (que tem uma infinidade incrível).

Cada uma dessas torres recebe uma cor esconde uma quantidade enorme de rolos, pois a impressão off set é um método de impressão indireto, na qual o papel não entra em contato com a chapa. Funciona mais ou menos assim: a chapa usada nesse processo fica sempre molhada, a parte onde estão gravadas as informações tem a capacidade de atrair a gordura -tinta- e repulsar a água e a parte sem informações não segura a tinta e fica apenas molhada. Assim, a chapa recebe tinta, que é transferida – já na forma que precisamos- para um rolo de borracha chamado blanqueta, que daí transfere tudo para o papel. Dá pra entender um pouco melhor essa bagunça organizada no diagrama abaixo:

Todo esse movimento  acontece numa velocidade incrível – algumas máquinas conseguem imprimir 10.000 impressos por hora – , e ainda é preciso encaixar todas as cores com a máquina em movimento, por isso as vezes é possível perceber, principalmente em jornais, que as cores estão fora do encaixe e que as imagens não estão bem formadas.

É claro que nem todas as gráficas possuem uma máquina modernosa como aquela ali de cima, pois seu valor transita na casa dos milhões, então é possível encontrar máquinas que imprimem apenas uma cor de cada vez e muito manualmente, como máquinas que imprimem oito cores e com sistema de frente e verso automático.

Esse video, que infelizmente está em inglês,mostra todo o trabalho realizado em uma máquina bem bacana.

Espero que tenham gostado do nosso primeiro episódio, no próximo vamos falar um pouco mais sobre os esquema dos tipos e quantidade de cores. Até lá!